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Como evitar incidentes de cibersegurança na sua empresa

RESUMO DO ARTIGO

Incidentes de cibersegurança estão cada dia mais comuns dentro das empresas, trazendo uma série de prejuízos. Entenda quais são os mais comuns e como evitá-los.

Incidentes de cibersegurança estão cada dia mais presentes em empresas de diferentes segmentos e tamanhos, gerando prejuízos não só monetários, como de perda de bancos de dados inteiros e informações sigilosas.

O que fazer para evitar esse tipo de problema e quais deles tomar mais cuidado? Entenda neste post.

O que são incidentes de cibersegurança?

Incidentes de cibersegurança são eventos que comprometem a integridade, a confidencialidade ou a disponibilidade de informações e sistemas digitais. 

Esses incidentes podem ocorrer devido a ataques maliciosos, falhas humanas, problemas técnicos ou vulnerabilidades em softwares e redes. 

Em um mundo cada vez mais conectado, os incidentes de cibersegurança representam riscos significativos para empresas, governos e indivíduos, causando desde perdas financeiras até danos à reputação.

Quais os mais comuns no Brasil?

Os incidentes de cibersegurança têm se tornado cada vez mais frequentes no Brasil, refletindo tanto tendências globais quanto desafios locais. 

Vazamento de dados 

Entre os incidentes mais comuns, destaca-se o vazamento de dados pessoais, que tem gerado grandes repercussões no país.

Empresas de todos os portes já enfrentaram episódios de exposição de informações sensíveis de clientes, como nomes, CPFs, endereços e senhas. 

Esses vazamentos não só prejudicam a confiança na organização, mas também resultam em pesadas sanções previstas na LGPD, que exige medidas rigorosas para proteger esses dados.

Um grande exemplo desse tipo de crime foi o mega vazamento de dados que ocorreu em 2021, onde dados de 223 milhões de brasileiros, incluindo pessoas já falecidas foram soltos na internet. Entre os dados vazados estavam números de CPF, nome completo, data de nascimento, informações de escolaridade e até mesmo histórico de recebimento de benefícios como INSS e Bolsa-Família.

Phishing

Outro problema frequente é o phishing, que envolve golpes em que hackers fingem ser instituições confiáveis para roubar informações sigilosas, como senhas e dados bancários. 

No Brasil, e-mails fraudulentos ou mensagens via WhatsApp simulando bancos e órgãos públicos são comuns e afetam tanto pessoas físicas quanto empresas.

Ransomware

Ataques de ransomware também têm ganhado força no cenário nacional. Nesses casos, os cibercriminosos sequestram sistemas e dados, exigindo pagamento de resgates para liberar o acesso. 

Empresas de saúde, por exemplo, frequentemente lidam com essa ameaça, já que os dados médicos são altamente sensíveis.

O Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), inclusive, sofreu um ataque em 2023, resultando em problemas em agendamentos e instabilidades no sistema, que deixou mais de 700 pessoas sem atendimento.

Ataques em sistemas

Além disso, a exploração de vulnerabilidades em softwares e sistemas desatualizados é outra prática comum. Hackers aproveitam falhas para invadir redes corporativas, roubar dados ou implantar malwares. 

Esse tipo de ataque se intensifica quando as empresas negligenciam a atualização de sistemas ou utilizam soluções tecnológicas sem suporte adequado.

Roubo de dispositivos 

Por fim, o roubo de dispositivos corporativos, como notebooks e smartphones, também é um problema crescente. 

Com o aumento do trabalho híbrido, dispositivos que contêm dados sensíveis da empresa e de clientes ficam mais vulneráveis a perda e roubo colocando informações valiosas em risco, especialmente se não houver medidas de proteção como criptografia e validação em dois fatores.

Medidas adotadas pelo governo brasileiro para aumentar a cibersegurança

Diante do aumento expressivo de incidentes de cibersegurança no Brasil, o governo tem tomado diversas iniciativas para combater essas ameaças e proteger os dados de cidadãos e empresas. Dentre as principais, estão:

Lei Geral de Proteção de Dados

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde 2020, é uma das principais ferramentas criadas para enfrentar os desafios de segurança digital. A LGPD estabelece regras claras para o tratamento de dados pessoais, impondo às empresas a obrigação de adotar medidas de segurança robustas para proteger essas informações.

A lei também prevê sanções severas para organizações que não garantirem a proteção dos dados que administram, incluindo multas de até 2% do faturamento anual, limitadas a R$ 50 milhões por infração. 

Além disso, ela exige que os incidentes de segurança sejam reportados à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão responsável por fiscalizar o cumprimento da lei e orientar as empresas sobre boas práticas de segurança.

Órgãos especializados em cibersegurança

O governo brasileiro também tem investido na criação de órgãos especializados e estruturas de defesa para enfrentar os desafios da cibersegurança. Entre as principais iniciativas estão:

  • Comitê gestor da segurança da informação: responsável por coordenar as ações de segurança cibernética no governo federal, garantindo a proteção de dados e sistemas críticos.
  • Centro de prevenção, tratamento e resposta a incidentes cibernéticos: atua na detecção e resposta a ataques cibernéticos em órgãos do governo, além de promover a conscientização sobre boas práticas de segurança.
  • Forças Armadas e defesa cibernética: o exército brasileiro, por meio do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), desempenha um papel estratégico na proteção das infraestruturas críticas do país, incluindo sistemas financeiros e de energia.

Políticas públicas

O governo também lançou a Estratégia Nacional de Segurança Cibernética (E-Ciber), que estabelece metas para fortalecer a proteção digital no país até 2025. Essa estratégia engloba ações como:

  1. Investimento em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de segurança.
  1. Criação de programas de capacitação e conscientização para empresas e cidadãos.
  1. Parcerias com empresas privadas e órgãos internacionais para troca de informações e boas práticas.

O que fazer para evitar acidentes de cibersegurança na minha empresa?

Agora que você sabe de tudo isso, é hora de conhecer formas de proteger a sua empresa contra esse tipo de ataque:

  • Crie políticas de segurança da informação: estabeleça um conjunto de normas e diretrizes que todos os colaboradores devem seguir para proteger os dados e sistemas da empresa. 
  • Invista em educação e treinamento: realize treinamentos regulares para ensinar os colaboradores a: reconhecer tentativas de phishing, evitar o uso de redes Wi-Fi públicas sem proteção, manter dispositivos atualizados e protegidos.
  • Use senhas fortes e autenticação em duas etapas: exija senhas complexas, com combinações de letras, números e caracteres especiais e, claro, utilize a autenticação em duas etapas para adicionar uma camada extra de segurança no acesso a sistemas críticos.
  • Atualize todos os sistemas regularmente: mantenha softwares, sistemas operacionais e dispositivos sempre atualizados. Atualizações corrigem vulnerabilidades que podem ser exploradas por criminosos.
  • Adote soluções de segurança avançadas: como firewalls e antivírus atualizados para proteger redes e dispositivos, softwares de monitoramento que detectem atividades suspeitas em tempo real e plataformas de armazenamento e gestão de documentos seguras, como a D4Sign, que oferece criptografia de ponta e autenticação robusta.

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Escrito por:

Ingrid Menezes

Analista de Conteúdo

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Produtora de conteúdo e especialista em SEO com quatro anos de experiência em marketing digital. Hoje, aplica essa bagagem no setor de tecnologia, com foco em assinaturas eletrônicas e digitais. Acredita que a inovação só faz sentido quando é acessível. Por isso, utiliza uma escrita clara e humanizada para transformar temas complexos em soluções práticas, ajudando você a resolver dúvidas e otimizar sua rotina.

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