Envio em lote: agilidade no envio de documentos para vários signatários
Ingrid Menezes
outubro 2, 2024
A paz no caos operacional de documentos.
RESUMO DO ARTIGO
Incidentes de cibersegurança estão cada dia mais comuns dentro das empresas, trazendo uma série de prejuízos. Entenda quais são os mais comuns e como evitá-los.
Incidentes de cibersegurança estão cada dia mais presentes em empresas de diferentes segmentos e tamanhos, gerando prejuízos não só monetários, como de perda de bancos de dados inteiros e informações sigilosas.
O que fazer para evitar esse tipo de problema e quais deles tomar mais cuidado? Entenda neste post.
Incidentes de cibersegurança são eventos que comprometem a integridade, a confidencialidade ou a disponibilidade de informações e sistemas digitais.
Esses incidentes podem ocorrer devido a ataques maliciosos, falhas humanas, problemas técnicos ou vulnerabilidades em softwares e redes.
Em um mundo cada vez mais conectado, os incidentes de cibersegurança representam riscos significativos para empresas, governos e indivíduos, causando desde perdas financeiras até danos à reputação.
Os incidentes de cibersegurança têm se tornado cada vez mais frequentes no Brasil, refletindo tanto tendências globais quanto desafios locais.
Entre os incidentes mais comuns, destaca-se o vazamento de dados pessoais, que tem gerado grandes repercussões no país.
Empresas de todos os portes já enfrentaram episódios de exposição de informações sensíveis de clientes, como nomes, CPFs, endereços e senhas.
Esses vazamentos não só prejudicam a confiança na organização, mas também resultam em pesadas sanções previstas na LGPD, que exige medidas rigorosas para proteger esses dados.
Um grande exemplo desse tipo de crime foi o mega vazamento de dados que ocorreu em 2021, onde dados de 223 milhões de brasileiros, incluindo pessoas já falecidas foram soltos na internet. Entre os dados vazados estavam números de CPF, nome completo, data de nascimento, informações de escolaridade e até mesmo histórico de recebimento de benefícios como INSS e Bolsa-Família.
Outro problema frequente é o phishing, que envolve golpes em que hackers fingem ser instituições confiáveis para roubar informações sigilosas, como senhas e dados bancários.
No Brasil, e-mails fraudulentos ou mensagens via WhatsApp simulando bancos e órgãos públicos são comuns e afetam tanto pessoas físicas quanto empresas.
Ataques de ransomware também têm ganhado força no cenário nacional. Nesses casos, os cibercriminosos sequestram sistemas e dados, exigindo pagamento de resgates para liberar o acesso.
Empresas de saúde, por exemplo, frequentemente lidam com essa ameaça, já que os dados médicos são altamente sensíveis.
O Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), inclusive, sofreu um ataque em 2023, resultando em problemas em agendamentos e instabilidades no sistema, que deixou mais de 700 pessoas sem atendimento.
Além disso, a exploração de vulnerabilidades em softwares e sistemas desatualizados é outra prática comum. Hackers aproveitam falhas para invadir redes corporativas, roubar dados ou implantar malwares.
Esse tipo de ataque se intensifica quando as empresas negligenciam a atualização de sistemas ou utilizam soluções tecnológicas sem suporte adequado.
Por fim, o roubo de dispositivos corporativos, como notebooks e smartphones, também é um problema crescente.
Com o aumento do trabalho híbrido, dispositivos que contêm dados sensíveis da empresa e de clientes ficam mais vulneráveis a perda e roubo colocando informações valiosas em risco, especialmente se não houver medidas de proteção como criptografia e validação em dois fatores.
Diante do aumento expressivo de incidentes de cibersegurança no Brasil, o governo tem tomado diversas iniciativas para combater essas ameaças e proteger os dados de cidadãos e empresas. Dentre as principais, estão:
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde 2020, é uma das principais ferramentas criadas para enfrentar os desafios de segurança digital. A LGPD estabelece regras claras para o tratamento de dados pessoais, impondo às empresas a obrigação de adotar medidas de segurança robustas para proteger essas informações.
A lei também prevê sanções severas para organizações que não garantirem a proteção dos dados que administram, incluindo multas de até 2% do faturamento anual, limitadas a R$ 50 milhões por infração.
Além disso, ela exige que os incidentes de segurança sejam reportados à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão responsável por fiscalizar o cumprimento da lei e orientar as empresas sobre boas práticas de segurança.
O governo brasileiro também tem investido na criação de órgãos especializados e estruturas de defesa para enfrentar os desafios da cibersegurança. Entre as principais iniciativas estão:
O governo também lançou a Estratégia Nacional de Segurança Cibernética (E-Ciber), que estabelece metas para fortalecer a proteção digital no país até 2025. Essa estratégia engloba ações como:
Agora que você sabe de tudo isso, é hora de conhecer formas de proteger a sua empresa contra esse tipo de ataque:
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