Envio em lote: agilidade no envio de documentos para vários signatários
Ingrid Menezes
outubro 2, 2024
A paz no caos operacional de documentos.
RESUMO DO ARTIGO
A criptografia de dados é fundamental para proteger a privacidade e a segurança das informações no mundo digital. Mas você sabia que existem diversos tipos de criptografia e algoritmos criptográficos? Saber como eles funcionam e suas diferenças é essencial para a correta aplicação e usabilidade em operações que envolvem tráfego e armazenamento de dados. Neste […]
A criptografia de dados é fundamental para proteger a privacidade e a segurança das informações no mundo digital. Mas você sabia que existem diversos tipos de criptografia e algoritmos criptográficos?
Saber como eles funcionam e suas diferenças é essencial para a correta aplicação e usabilidade em operações que envolvem tráfego e armazenamento de dados.
Neste conteúdo vamos explicar o que é criptografia e como cada um dos seus tipos funcionam, assim como o uso desta tecnologia para as assinaturas eletrônicas e digitais, além da sua importância para as empresas como um todo.
A criptografia está cada dia mais presente no mundo dos negócios e também na rotina das pessoas – um exemplo disso são as mensagens de WhatsApp, que usam criptografia de ponta a ponta para proteger as informações trocadas entre os usuários pelo aplicativo.
Ela é uma estratégia de segurança de dados popular e eficiente, usada em diferentes aplicações que necessitam de uma forte camada de proteção.
De forma simplificada, a criptografia consiste na prática de converter dados que estão em um formato legível para um formato codificado, de forma que apenas o emissor e receptor os compreendam.
Tecnicamente, os sistemas criptográficos usam um texto cifrado (ciphertext) baseado em chave para encobrir o texto simples (plaintext). Para funcionar, é necessário um algoritmo criptográfico que codifica os dados e somente quem possui a chave pode descodificar e ver os dados originais.
Pode parecer complexo, mas não é. Ao longo deste conteúdo vamos falar de cada um destes pontos.
O termo criptografia pode soar bastante moderno e tecnológico, no entanto, a ideia de codificar mensagens para mantê-las em segurança é muito antiga.
Estima-se que já se usava esse tipo de estratégia 1.900 anos antes de Cristo, no Egito. Mesmo hoje, ainda não desvendaram inúmeros achados arqueológicos em hieróglifos.
Mas e a criptografia como a conhecemos agora? Quem criou?
Não existe um consenso sobre isso, mas podemos considerar que a criptografia nasceu com a máquina Enigma em 1918, criada por Arthur Sherbius e seu amigo Richard Ritter durante a Segunda Guerra Mundial. Ela era um equipamento militar com rotores eletromecânicos capazes de produzir mensagens secretas.
A fim de garantir a confidencialidade de dados, o processo de codificação usa algoritmos matemáticos e chaves criptográficas.
Dito isso, existem 3 tipos de criptografia de dados: a simétrica, a assimétrica e a hashing.
A simétrica é a mais simples dos três tipos de criptografia. Também conhecida como chave simétrica ou privada, é o tipo mais tradicional, que a maioria das pessoas está familiarizada.
Ela usa uma única chave para codificar e descodificar uma mensagem. A chave é compartilhada entre todas as pessoas autorizadas e por isso, é essencial que ela seja mantida em sigilo.
Sua principal vantagem é a velocidade e a desvantagem é a segurança, já que pode ser violada mais facilmente do que o outros tipos, principalmente durante a transmissão da chave para as partes envolvidas.
As organizações usam a criptografia simétrica na proteção de dados em repouso, como em bancos de dados ou discos rígidos.
A criptografia assimétrica, também chamada de criptografia de chave pública, utiliza duas chaves diferentes para codificar e descodificar a informação.
Uma destas chaves é pública e é usada para codificar a mensagem, podendo ser compartilhada com qualquer pessoa. A outra é privada, usada para descodificar e deve ser mantida em sigilo.
Dos tipos de criptografia, a assimétrica é uma das mais seguras por usar chaves diferentes. Além disso, a chave privada é difícil de corromper, pois possui uma forte camada extra de segurança.
Usa-se a criptografia assimétrica na emissão de certificados digitais e no HTTPS – protocolo de segurança usado para criptografar a comunicação entre um navegador e um servidor web.
O hashing – ou criptografia de hash – é uma tecnologia que transforma os dados em uma cadeia de bytes de tamanho fixo, geralmente um valor ou código único que parece aleatório e não é diretamente reconhecível ou legível.
Ao contrário dos outros tipos de criptografia, o hashing não é reversível e seu objetivo não é ocultar uma mensagem, e sim conferir a sua integridade.
Funciona da seguinte forma: aplica-se o hashing sobre o arquivo ou mensagem original. Para conferir a integridade, calcula-se o hash novamente e caso o resultado (código gerado) seja o mesmo, conclui-se que o arquivo é o mesmo.
É desta forma que o hashing, junto com outras formas de validação, é usado para garantir a integridade dos documentos assinados de forma eletrônica.
Como pudemos ver, os tipos de criptografia são responsáveis por garantir a segurança dos dados. E os algoritmos criptográficos? Eles são o meio por onde esta segurança é alcançada.
Estes algoritmos são códigos que têm como objetivo codificar uma informação em um formato impossível de ser decifrado por pessoas não autorizadas. Sua implementação ocorre de acordo com a aplicação e a codificação pode acontecer de diferentes formas, como substituição de letras, permutação de caracteres, codificação binária, entre outros.
Vamos ver os mais conhecidos a seguir.
Data Encryption Standard (DES) foi uma das primeiras criptografias utilizadas, funcionando como uma mecanismo de criptografia assimétrica de proteção básica.
Ela já está desatualizada para a atualidade, pois usa uma pequena combinação de números. Assim, seu uso se tornou obsoleto. Novas criptografias foram criadas com base nela aumentando o tamanho e complexidade do código, que é medido em bits.
Para ter ideia, a DES possui 56 bits, já as suas sucessoras, 3DES possui 168 bits e a DESX possui 120 bits. Especialistas na área afirmam que uma criptografia com uma chave de 112 bits é suficiente para proteger os dados.
O Advanced Encryption Standard (AES) foi um algoritmo criptográfico criado para substituir o DES.
Ele usa uma chave simétrica e SPN (Rede de Permutação de Substituição), criptografando a informação em diferentes rodadas.
O AES está disponível em três opções de tamanho: 128 bits, 192 bits e 256 bits e é uma das criptografias mais seguras da atualidade, sendo muito utilizada em empresas de tecnologia.
O Internacional Encryption Algorithm (IDEA) funciona com blocos de chave de 128 bits e é do tipo simétrica com o uso de uma chave privada.
Ele gera uma única chave para codificar e descodificar a informação, usando a confusão e difusão para cifrar o texto. Além disso, ele conta com três grupos algébricos com operações misturadas, adicionando uma camada extra de proteção.
Sua principal aplicação ocorre na proteção de informações sensíveis, como senhas em sistemas e dados bancários.
O Secure And Fast Encryption Routine era uma criptografia que utilizava blocos de 64 bits. No entanto, diversas fraquezas foram encontradas no seu código, e novas versões mais robustas foram lançadas, como a SK-40, SK-64 e a SK-128 bits.
Basicamente, o SAFER usa duas chaves criptográficas, uma para o emissor e outra para o receptor e o seu principal objetivo é impedir que a informação seja lida no seu padrão original.
Não é a chave com o maior padrão de segurança possível, por isso, seu uso é mais frequente para e-mails e conteúdos de média complexidade.
Secure Socket Layer (SSL) é a criptografia que mantém os dados seguros durante a sua transferência nos canais de comunicação.
O SSL funciona a partir de duas chaves criptográficas: uma pública e outra privada que juntas possibilitam a troca segura de informações entre aplicativos e servidores.
seu uso ocorre em sites, para proteger a navegação e troca de informações dos usuários. Seu uso é especialmente importante em sites e plataformas de e-commerce graças ao seu alto nível de proteção.
Um dos tipos de criptografia mais modernos e seguros da atualidade, o Camellia é uma cifra Feistel moderna parecida com a AES.
Ela funciona com blocos de 128, 192 e 256 bits, e também criptografa por rodadas, geralmente 18 ou 24 rodadas.
Possui um alto nível de segurança. Nem mesmo a força bruta é capaz de penetrar no sistema.
Rivest-Shamir-Adleman (RSA) é uma criptografia que tem o nome dos seus criadores e foi a pioneira no uso da chave pública.
É considerada uma das opções mais seguras do mercado e possibilitou a criptografia nas assinaturas digitais.
Funciona da seguinte forma: O RSA cria duas chaves diferentes, uma pública e outra privada (que deve ser mantida em sigilo). Todas as mensagens podem ser cifradas pela pública, mas somente decifradas pela privada.
Nos últimos anos, diversos escândalos envolvendo vazamento e roubo de dados ocorreram, além de casos de uso indevido de informações que prejudicaram não somente empresas, mas também pessoas.
Por causa deste tipo de situação, em 2018 foi criada a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados, com o objetivo de garantir a segurança de informações coletadas por empresas, por meio de uma série de medidas que devem ser adotadas pelas organizações. Neste cenário, a criptografia surge como uma ferramenta de proteção destas informações.
Toda empresa possui dados sigilosos tais como transações bancárias, informações de clientes e colaboradores, entre outros.
Os diferentes tipos de criptografia permitem fazer transações que envolvem dados confidenciais de forma segura, visto que o vazamento deste tipo de informação pode trazer prejuízos financeiros e para a reputação da empresa.
Uma das formas mais comuns de interceptação de dados ocorre com eles em trânsito, ou seja, durante a transferência de informações. Por isso, proteger o tráfego de dados é essencial.
Com a criptografia, este envio de dados estratégicos é feito por meio de códigos criptográficos e apenas o remetente e receptor possuem a chave para decodificar a mensagem, o que garante a sua proteção.
Além de garantir a segurança, os diferentes tipos de criptografia também asseguram a integridade das informações.
Com o hashing, por exemplo, é possível garantir que o arquivo não sofreu fraude ou alteração após a sua emissão, o que traz mais segurança para o processo como um todo.
Como citamos, a criptografia é essencial para garantir a segurança e proteção de dados, sendo uma tecnologia crucial para a conformidade com a LGPD, por exemplo.
Mas não só ela. Métodos criptográficos permitem estar de acordo com diretrizes de compliance digital, além dos padrões exigidos em lei, pelo mercado e fornecedores, evoluindo a governança de informações.
O uso de cloud computing – computação em nuvem – vem crescendo de forma exponencial.
Por permitir acesso de diferentes dispositivos, a qualquer hora e lugar, é preciso cercar esse tipo de armazenamento de dados com diversas camadas de proteção com a finalidade de protegê-los de ações criminosas, como roubos com intenção de uso ou comercialização não autorizada. E os diferentes tipos de criptografia têm papel essencial nisso.
A criptografia permitiu que diferentes processos pudessem funcionar de forma segura no meio digital.
A assinatura eletrônica e digital é um deles. Por exemplo, para a emissão de certificado digital usa-se o tipo de criptografia de chave assimétrica. Para garantir a integridade do documento, aplica-se o hashing.
Aqui na D4Sign, usamos o hash 256 e hash 512 e você pode identificá-lo no rodapé do documento e no Certificado de Assinatura, que é emitido após todos os signatários assinarem o documento. Todos os documentos assinados na nossa plataforma – independente do tipo de assinatura, da simples à qualificada – possuem o código hash.
Se você ainda se sentia inseguro em assinar documentos de forma eletrônica, esperamos que este conteúdo tenha esclarecido possíveis dúvidas e hesitações. Afinal, a criptografia é uma importante aliada para garantir a segurança dos dados e assegurar os requisitos de autenticidade, integridade e não-repúdio dos acordos firmados em meio digital.
Quer saber mais sobre o assunto? Veja nosso conteúdo sobre o código hash, que como dissemos, é um dos tipos de criptografia usado nas assinaturas eletrônicas.
Produtora de conteúdo e especialista em SEO com quatro anos de experiência em marketing digital. Hoje, aplica essa bagagem no setor de tecnologia, com foco em assinaturas eletrônicas e digitais. Acredita que a inovação só faz sentido quando é acessível. Por isso, utiliza uma escrita clara e humanizada para transformar temas complexos em soluções práticas, ajudando você a resolver dúvidas e otimizar sua rotina.
Muito mais que assinatura eletrônica.
A paz em meio ao caos operacional de documentos.