A paz no caos operacional de documentos.

Tipos de criptografia e sua importância nas assinaturas eletrônicas

RESUMO DO ARTIGO

A criptografia de dados é fundamental para proteger a privacidade e a segurança das informações no mundo digital. Mas você sabia que existem diversos tipos de criptografia e algoritmos criptográficos? Saber como eles funcionam e suas diferenças é essencial para a correta aplicação e usabilidade em operações que envolvem tráfego e armazenamento de dados. Neste […]

A criptografia de dados é fundamental para proteger a privacidade e a segurança das informações no mundo digital. Mas você sabia que existem diversos tipos de criptografia e algoritmos criptográficos?

Saber como eles funcionam e suas diferenças é essencial para a correta aplicação e usabilidade em operações que envolvem tráfego e armazenamento de dados.

Neste conteúdo vamos explicar o que é criptografia e como cada um dos seus tipos funcionam, assim como o uso desta tecnologia para as assinaturas eletrônicas e digitais, além da sua importância para as empresas como um todo.

O que é criptografia e como ela funciona

A criptografia está cada dia mais presente no mundo dos negócios e também na rotina das pessoas – um exemplo disso são as mensagens de WhatsApp, que usam criptografia de ponta a ponta para proteger as informações trocadas entre os usuários pelo aplicativo.

Ela é uma estratégia de segurança de dados popular e eficiente, usada em diferentes aplicações que necessitam de uma forte camada de proteção.

De forma simplificada, a criptografia consiste na prática de converter dados que estão em um formato legível para um formato codificado, de forma que apenas o emissor e receptor os compreendam. 

Tecnicamente, os sistemas criptográficos usam um texto cifrado (ciphertext) baseado em chave para encobrir o texto simples  (plaintext). Para funcionar, é necessário um algoritmo criptográfico que codifica os dados e somente quem possui a chave pode descodificar e ver os dados originais.

Pode parecer complexo, mas não é. Ao longo deste conteúdo vamos falar de cada um destes pontos.

A história por trás da criptografia de dados

O termo criptografia pode soar bastante moderno e tecnológico, no entanto, a ideia de codificar mensagens para mantê-las em segurança é muito antiga. 

Estima-se que já se usava esse tipo de estratégia 1.900 anos antes de Cristo, no Egito. Mesmo hoje, ainda não desvendaram inúmeros achados arqueológicos em hieróglifos.

Mas e a criptografia como a conhecemos agora? Quem criou?

Não existe um consenso sobre isso, mas podemos considerar que a criptografia nasceu com a máquina Enigma em 1918, criada por Arthur Sherbius e seu amigo Richard Ritter durante a Segunda Guerra Mundial. Ela era um equipamento militar com rotores eletromecânicos capazes de produzir mensagens secretas. 

Tipos de criptografia

A fim de garantir a confidencialidade de dados, o processo de codificação usa algoritmos matemáticos e chaves criptográficas.

Dito isso, existem 3 tipos de criptografia de dados: a simétrica, a assimétrica e a hashing.

Criptografia simétrica

A simétrica é a mais simples dos três tipos de criptografia. Também conhecida como chave simétrica ou privada, é o tipo mais tradicional, que a maioria das pessoas está familiarizada.

Ela usa uma única chave para codificar e descodificar uma mensagem. A chave é compartilhada entre todas as pessoas autorizadas e por isso, é essencial que ela seja mantida em sigilo.

Sua principal vantagem é a velocidade e a desvantagem é a segurança, já que pode ser violada mais facilmente do que o outros tipos, principalmente durante a transmissão da chave para as partes envolvidas.

As organizações usam a criptografia simétrica na proteção de dados em repouso, como em bancos de dados ou discos rígidos.

Criptografia assimétrica

A criptografia assimétrica, também chamada de criptografia de chave pública, utiliza duas chaves diferentes para codificar e descodificar a informação.

Uma destas chaves é pública e é usada para codificar a mensagem, podendo ser compartilhada com qualquer pessoa. A outra é privada, usada para descodificar e deve ser mantida em sigilo.

Dos tipos de criptografia, a assimétrica é uma das mais seguras por usar chaves diferentes. Além disso, a chave privada é difícil de corromper, pois possui uma forte camada extra de segurança.

Usa-se a criptografia assimétrica na emissão de certificados digitais e no HTTPS – protocolo de segurança usado para criptografar a comunicação entre um navegador e um servidor web.

Hashing

O hashing – ou criptografia de hash –  é uma tecnologia que transforma os dados em uma cadeia de bytes de tamanho fixo, geralmente um valor ou código único que parece aleatório e não é diretamente reconhecível ou legível.

Ao contrário dos outros tipos de criptografia, o hashing não é reversível e seu objetivo não é ocultar uma mensagem, e sim conferir a sua integridade.

Funciona da seguinte forma: aplica-se o hashing sobre o arquivo ou mensagem original. Para conferir a integridade, calcula-se o hash novamente e caso o resultado (código gerado) seja o mesmo, conclui-se que o arquivo é o mesmo.

É desta forma que o hashing, junto com outras formas de validação, é usado para garantir a integridade dos documentos assinados de forma eletrônica. 

Algoritmos criptográficos mais conhecidos

Como pudemos ver, os tipos de criptografia são responsáveis por garantir a segurança dos dados. E os algoritmos criptográficos? Eles são o meio por onde esta segurança é alcançada.

Estes algoritmos são códigos que têm como objetivo codificar uma informação em um formato impossível de ser decifrado por pessoas não autorizadas. Sua implementação ocorre de acordo com a aplicação e a codificação pode acontecer de diferentes formas, como substituição de letras, permutação de caracteres, codificação binária, entre outros.

Vamos ver os mais conhecidos a seguir.

DES

Data Encryption Standard (DES) foi uma das primeiras criptografias utilizadas, funcionando como uma mecanismo de criptografia assimétrica de proteção básica.

Ela já está desatualizada para a atualidade, pois usa uma pequena combinação de números. Assim, seu uso se tornou obsoleto. Novas criptografias foram criadas com base nela aumentando o tamanho e complexidade do código, que é medido em bits.

Para ter ideia, a DES possui 56 bits, já as suas sucessoras, 3DES possui 168 bits e a DESX possui 120 bits. Especialistas na área afirmam que uma criptografia com uma chave de 112 bits é suficiente para proteger os dados.

AES

O Advanced Encryption Standard (AES) foi um algoritmo criptográfico criado para substituir o DES.

Ele usa uma chave simétrica e SPN (Rede de Permutação de Substituição), criptografando a informação em diferentes rodadas.

O AES está disponível em três opções de tamanho: 128 bits, 192 bits e 256 bits e é uma das criptografias mais seguras da atualidade, sendo muito utilizada em empresas de tecnologia.

IDEA

O Internacional Encryption Algorithm (IDEA) funciona com blocos de chave de 128 bits e é do tipo simétrica com o uso de uma chave privada. 

Ele gera uma única chave para codificar e descodificar a informação, usando a confusão e difusão para cifrar o texto. Além disso, ele conta com três grupos algébricos com operações misturadas, adicionando uma camada extra de proteção.

Sua principal aplicação ocorre na proteção de informações sensíveis, como senhas em sistemas e dados bancários.

SAFER

O Secure And Fast Encryption Routine era uma criptografia que utilizava blocos de 64 bits. No entanto, diversas fraquezas foram encontradas no seu código, e novas versões mais robustas foram lançadas, como a SK-40, SK-64 e a SK-128 bits.

Basicamente, o SAFER usa duas chaves criptográficas, uma para o emissor e outra para o receptor e o seu principal objetivo é impedir que a informação seja lida no seu padrão original.

Não é a chave com o maior padrão de segurança possível, por isso, seu uso é mais frequente para e-mails e conteúdos de média complexidade.

SSL

Secure Socket Layer (SSL) é a criptografia que mantém os dados seguros durante a sua transferência nos canais de comunicação.

O SSL funciona a partir de duas chaves criptográficas: uma pública e outra privada que juntas possibilitam a troca segura de informações entre aplicativos e servidores.

seu uso ocorre em sites, para proteger a navegação e troca de informações dos usuários. Seu uso é especialmente importante em sites e plataformas de e-commerce graças ao seu alto nível de proteção.

Camellia

Um dos tipos de criptografia mais modernos e seguros da atualidade, o Camellia é uma cifra Feistel moderna parecida com a AES.

Ela funciona com blocos de 128, 192 e 256 bits, e também criptografa por rodadas, geralmente 18 ou 24 rodadas. 

Possui um alto nível de segurança. Nem mesmo a força bruta é capaz de penetrar no sistema.

RSA

Rivest-Shamir-Adleman (RSA) é uma criptografia que tem o nome dos seus criadores e foi a pioneira no uso da chave pública.

É considerada uma das opções mais seguras do mercado e possibilitou a criptografia nas assinaturas digitais.

Funciona da seguinte forma: O RSA cria duas chaves diferentes, uma pública e outra privada (que deve ser mantida em sigilo). Todas as mensagens podem ser cifradas pela pública, mas somente decifradas pela privada.

Importância da criptografia para empresas

Nos últimos anos, diversos escândalos envolvendo vazamento e roubo de dados ocorreram, além de casos de uso indevido de informações que prejudicaram não somente empresas, mas também pessoas.

Por causa deste tipo de situação, em 2018 foi criada a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados, com o objetivo de garantir a segurança de informações coletadas por empresas, por meio de uma série de medidas que devem ser adotadas pelas organizações. Neste cenário, a criptografia surge como uma ferramenta de proteção destas informações.

Segurança para informações confidenciais

Toda empresa possui dados sigilosos tais como transações bancárias, informações de clientes e colaboradores, entre outros.

Os diferentes tipos de criptografia permitem fazer transações que envolvem dados confidenciais de forma segura, visto que o vazamento deste tipo de informação pode trazer prejuízos financeiros e para a reputação da empresa.

Proteção na transferência de dados

Uma das formas mais comuns de interceptação de dados ocorre com eles em trânsito, ou seja, durante a transferência de informações. Por isso, proteger o tráfego de dados é essencial.

Com a criptografia, este envio de dados estratégicos é feito por meio de códigos criptográficos e apenas o remetente e receptor possuem a chave para decodificar a mensagem, o que garante a sua proteção.

Segurança e integridade dos dados

Além de garantir a segurança, os diferentes tipos de criptografia também asseguram a integridade das informações.

Com o hashing, por exemplo, é possível garantir que o arquivo não sofreu fraude ou alteração após a sua emissão, o que traz mais segurança para o processo como um todo.

Conformidade com a lei

Como citamos, a criptografia é essencial para garantir a segurança e proteção de dados, sendo uma tecnologia crucial para a conformidade com a LGPD, por exemplo.

Mas não só ela. Métodos criptográficos permitem estar de acordo com diretrizes de compliance digital, além dos padrões exigidos em lei, pelo mercado e fornecedores, evoluindo a governança de informações.

Segurança na nuvem

O uso de cloud computing – computação em nuvem – vem crescendo de forma exponencial.

Por permitir acesso de diferentes dispositivos, a qualquer hora e lugar, é preciso cercar esse tipo de armazenamento de dados com diversas camadas de proteção com a finalidade de protegê-los de ações criminosas, como roubos com intenção de uso ou comercialização não autorizada. E os diferentes tipos de criptografia têm papel essencial nisso.

Uso e importância da criptografia na assinatura de documentos

A criptografia permitiu que diferentes processos pudessem funcionar de forma segura no meio digital.

A assinatura eletrônica e digital é um deles. Por exemplo, para a emissão de certificado digital usa-se o tipo de criptografia de chave assimétrica. Para garantir a integridade do documento, aplica-se o hashing. 

Aqui na D4Sign, usamos o hash 256 e hash 512 e você pode identificá-lo no rodapé do documento e no Certificado de Assinatura, que é emitido após todos os signatários assinarem o documento. Todos os documentos assinados na nossa plataforma – independente do tipo de assinatura, da simples à qualificada –  possuem o código hash.

Se você ainda se sentia inseguro em assinar documentos de forma eletrônica, esperamos que este conteúdo tenha esclarecido possíveis dúvidas e hesitações. Afinal, a criptografia é uma importante aliada para garantir a segurança dos dados e assegurar os requisitos de autenticidade, integridade e não-repúdio dos acordos firmados em meio digital.

Quer saber mais sobre o assunto? Veja nosso conteúdo sobre o código hash, que como dissemos, é um dos tipos de criptografia usado nas assinaturas eletrônicas.

Escrito por:

Ingrid Menezes

Analista de Conteúdo

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Produtora de conteúdo e especialista em SEO com quatro anos de experiência em marketing digital. Hoje, aplica essa bagagem no setor de tecnologia, com foco em assinaturas eletrônicas e digitais. Acredita que a inovação só faz sentido quando é acessível. Por isso, utiliza uma escrita clara e humanizada para transformar temas complexos em soluções práticas, ajudando você a resolver dúvidas e otimizar sua rotina.

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Muito mais que assinatura eletrônica.
A paz em meio ao caos operacional de documentos.